Gatilhos
Defina o que dispara seu Spaceflow
Triggers (gatilhos) são os nós que iniciam a execução de um Spaceflow. Todo fluxo começa obrigatoriamente com um trigger — é ele que define o evento ou a condição que faz o processo começar a rodar.
O primeiro nó de Início é criado automaticamente ao montar um novo Spaceflow. Para configurá-lo, dê um duplo clique sobre ele no canvas e escolha o tipo de disparo.
O nó de Início e o nó de Iniciar Fluxo compartilham o mesmo nome na interface ("Início"). A diferença é automática: o primeiro nó de Início do canvas é sempre o gatilho do fluxo; qualquer nó de Início adicionado depois é automaticamente um nó de Iniciar Fluxo. Para mais detalhes, consulte a página do Nó de Iniciar Fluxo.
Quando usar os triggers
Utilize os nós de gatilho quando precisar definir o ponto de partida de um Spaceflow.
Eles são ideais para:
- Iniciar fluxos sob demanda, por um membro do workspace
- Disparar processos automaticamente quando itens são criados, editados ou excluídos
- Receber dados de sistemas externos via webhook
- Executar rotinas automáticas em horários ou intervalos programados
- Iniciar outros Spaceflows a partir de um fluxo em execução
Tipos disponíveis e quando utilizar
Comparação entre os triggers
| Recurso | Início (Manual) | Início (Ações em Itens) | Início (Timer) | Início (Webhook) | Iniciar Fluxo |
|---|---|---|---|---|---|
| Disparo | Clique do usuário | Evento em categoria | Agendamento | Chamada externa | Outro Spaceflow |
| Requer categoria | Não | Sim | Não | Não | Não |
| Requer URL externa | Não | Não | Não | Sim | Não |
| Configuração de horário | Não | Não | Sim | Não | Não |
| Gera tarefa | Não | Não | Não | Não | Configurável |
| Consome en-credits | Não | Não | Não | Não | Não |
| Disponibilidade | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim |
Como os triggers funcionam
O trigger funciona como a porta de entrada do Spaceflow. Sem ele, o fluxo não pode ser executado.
Nó de Início
O primeiro nó de Início é criado automaticamente ao montar um novo Spaceflow. Ele define o evento que dispara o fluxo. Os tipos de gatilho disponíveis são:
- Manual — o fluxo é iniciado por um membro do workspace, sob demanda.
- Ações em itens — o fluxo dispara automaticamente quando um item de uma categoria é criado, atualizado ou excluído.
- Timer — o fluxo é executado automaticamente em intervalos programados (ex: todo dia às 8h, toda segunda-feira).
- Webhook — o fluxo é disparado por uma chamada externa. Um webhook é um endereço URL gerado pelo ENSPACE que fica "esperando" receber uma requisição de outro sistema. Quando essa requisição chega, o fluxo inicia automaticamente. Isso permite que sistemas externos — como um ERP, um site ou até outro Spaceflow — iniciem processos no ENSPACE sem intervenção manual.
Nó de Iniciar Fluxo
Ao adicionar qualquer nó de Início além do primeiro, ele se comporta como um nó de Iniciar Fluxo. Em vez de definir um gatilho, ele aponta para outro Spaceflow existente no workspace e o inicia durante a execução do fluxo atual.
O nó de Iniciar Fluxo pode ser configurado em dois modos:
- Automático — o fluxo pai inicia o fluxo destino diretamente ao chegar nesse nó.
- Manual — o fluxo pai gera uma tarefa para que um membro do workspace escolha qual fluxo iniciar. Gera tarefa.
Nós disponíveis
| Nó | Descrição | Gera tarefa? |
|---|---|---|
| Início | Define o gatilho do fluxo: manual, evento em categoria, webhook ou timer. | Não |
| Iniciar Fluxo | Inicia outro Spaceflow a partir do fluxo atual. | Configurável |
| Eventos de Membros (Em breve) | Dispara o fluxo quando um membro é criado, atualizado ou excluído no workspace. | Não |
| Eventos de Tarefas (Em breve) | Dispara o fluxo quando uma tarefa é criada, atualizada ou excluída no workspace. | Não |
Comportamento dos dados
Os triggers controlam o início da execução e determinam quais dados estarão disponíveis nos nós seguintes:
- Trigger Manual — não carrega dados prévios. O fluxo começa "vazio" e os dados são coletados nos primeiros nós (ex: formulários).
- Trigger por Ações em Itens — carrega automaticamente os dados do item que disparou o fluxo (campos, status, responsável). Esses dados ficam disponíveis como variáveis para todos os nós subsequentes.
- Trigger Timer — não carrega dados de item. Útil para rotinas de verificação ou geração de relatórios periódicos.
- Trigger Webhook — recebe o payload (corpo de dados) enviado pelo sistema externo. Os campos da requisição ficam disponíveis como variáveis no fluxo.
- Iniciar Fluxo — não herda dados do fluxo pai. O fluxo disparado inicia uma execução independente, com seus próprios triggers e variáveis.
Casos de uso
- Onboarding de clientes: trigger por criação de item na categoria "Leads" dispara fluxo de boas-vindas, envio de e-mail e criação de tarefa para o comercial.
- Integração com ERP: trigger Webhook recebe notificação de pagamento aprovado e atualiza status financeiro no ENSPACE automaticamente.
- Rotina de manutenção: trigger Timer executa todo dia às 6h, consultando itens pendentes e enviando lembretes para responsáveis.
- Aprovação multinível: fluxo principal com trigger Manual inicia fluxos de aprovação por valor via nó Iniciar Fluxo (automático para gestor ou manual para diretoria).
- Sincronização entre workspaces: Spaceflow no workspace A usa Requisição HTTP para chamar webhook do workspace B, iniciando fluxo paralelo em outro ambiente.
Boas práticas
- Utilize triggers por Ações em Itens para automações que devem reagir em tempo real às mudanças no banco de dados.
- Utilize triggers Manuais durante o desenvolvimento e testes do fluxo, antes de ativar gatilhos automáticos.
- Utilize triggers Timer para rotinas periódicas — mas atenção à frequência para não gerar execuções desnecessárias.
- Utilize Webhooks para integrações pontuais com sistemas externos; guarde a URL de webhook em local seguro e monitore chamadas nos Logs.
- Prefira iniciar fluxos automaticamente via nó Iniciar Fluxo quando a lógica for determinística; use o modo manual apenas quando um usuário precisar escolher qual fluxo iniciar.
- Lembre-se de que o nó Iniciar Fluxo não herda dados do fluxo pai — se precisar reutilizar informações, envie-os via Requisição HTTP ou recrie a consulta no fluxo filho.
- Não altere o tipo de trigger de um fluxo em produção sem testar: mudanças no gatilho podem quebrar variáveis esperadas pelos nós subsequentes.
- Mantenha uma documentação interna das URLs de webhook ativas, incluindo qual sistema externo as consome.